Devido a um ataque hacker à plataforma institucional, os artigos anteriores ao n.º 28 (2018) estão disponíveis em https://revistaestudav.usach.cl/. Informaremos quando a coleção completa estiver novamente disponível no OJS.
Vol. 44 (2026)
Os trabalhos publicados nesta edição de EstuDAv Estudios Avanzados refletem a riqueza e a diversidade do pensamento crítico latino-americano e interdisciplinar. O volume abre com uma contribuição de Graciela Carrasco López, que examina o engajamento intelectual de José Vasconcelos com o México entre 1907 e 1920, recuperando os vínculos que conectam pensamento, ação e projeto cultural em nossa América. Mantendo uma perspectiva crítica, Juan Carlos Rosillo-Villena provoca reflexão sobre a governança igualitária e os indicadores de qualidade democrática sob o chavismo entre 2007 e 2013, analisando a performatividade institucional desse processo político.
A reflexividade serve como uma ponte para ampliar a compreensão da desigualdade em saúde no trabalho de Laurencia Lucila Silveti e Horacio Antonio Pereyra, que abordam esse fenômeno a partir de Santiago del Estero, Argentina, durante o período de 2007 a 2024. De uma perspectiva visual da performatividade, Grit Kirstin Koeltzsch oferece uma contribuição metodológica para examinar a intercorporeidade nas festividades de dança andina, propondo o conceito de microscópio do tempo como ferramenta analítica. Essa perspectiva visual continua com o trabalho de María José Delpiano Kaempffer, que explora as transgressões geradas pelo motivo do burro na imprensa satírica do Chile e do Peru durante o século XIX, revelando tensões entre normas visuais e suas subversões.
Atilio Raúl Rubino oferece uma contribuição teórica para a literatura queer, propondo, do deserto ao pântano, os fundamentos de uma teoria literária que desafia as categorias hegemônicas da crítica. Paula Tesche, Asef Antonio e Bruno Jara Ahumada desenvolvem uma análise da obra de Miguel Littin a partir da perspectiva da clandestinidade, reconstruindo as paisagens e atmosferas que permeiam a trajetória desse cineasta chileno. O realismo periférico, abordado sob a ótica da soberania e da autonomia como contraponto às teorias centrais, é explorado por Silvia T. Álvarez e Aldana Clemente, contribuindo com uma perspectiva do Sul para os debates no âmbito da teoria das relações internacionais.
Com o objetivo de promover uma nova ordem global e inaugurar a seção de entrevistas, Dominique González entrevista Eduardo Devés Valdés, que discute o potencial da vivocracia como alternativa para uma relação descolonizadora com a natureza.
Por fim, Paula Aguilar apresenta corporativismos femininos a partir de sua resenha do livro Casa Cheia, de Fabiana Carneiro da Silva. Esperamos que você aprecie a leitura dessas contribuições contemporâneas e interdisciplinares da América Latina.








