A nova vida do fruto da mãe selvagem: A sociabilidade como valor patrimonial do vinho

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35588/5cntet68

Palavras-chave:

embriaguez, hedonismo, memória coletiva, sociabilidade

Resumo

Este artigo apresenta primeiro uma reflexão sobre um facto contraditório relativamente ao valor social do vinho hoje. As melhorias qualitativas nos processos de produção e distribuição de vinho não significam um aumento do consumo, mas sim um declínio sustentado. Em segundo lugar, com base na realidade de um novo consumo hedonista, defendemos a necessidade de que o vinho possa emergir como um artefato cultural que permite claramente a sociabilidade e a memória coletiva, no que aqui se chama «a magia do 14°» e na eficácia comunitária daquilo que se pode chamar «o ponto» ou «o tom» no consumo. Sugere-se então que somente dando ênfase a esses valores patrimoniais do vinho é que seu declínio poderá ser evitado.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Acosta, J. (1952). De Procuranda Indorum Salute Predicación del Evangelio en Indias. España Misionera.

Alcifrón (1988). Cartas de pescadores, campesinos, parásitos y cortesanas. Gredos.

Brillat-Savarin, A. (2001). Fisiología del gusto. Óptima.

César, J. (1989). Guerra de las Galias: Obra completa. Gredos.

Charro, M. (2002). El rostro del vino. Revista de Folklore, 257, 150-160.

Detienne, M. (2003). Dionisio a cielo abierto: Los mitos del dios griego del desenfreno. Gedisa.

Earle, R. (2012). The Body of the Conquistador: Food, Race and the Colonial Experience in Spanish America, 1492-1700. Cambridge University Press.

Lévi-Strauss, C. (1984). Mitológicas III: Los orígenes de las maneras de mesa. Siglo XXI.

Organisation of Vine and Wine (2023). State of the World vine and wine sector in 2023. OIV.

Pan, L. (1975). Alcohol in Colonial Africa. The Finnish Foundation for Alcohol Studies.

Pitarch, P. (2013). La cara oculta del pliegue: Ensayos de antropología indígena. Artes de México y del Mundo.

Renner, F., Kersbergen, I., Field, M. y Werthmann, J. (2018). Dutch courage? Effects of acute alcohol consumption on self-ratings and observer ratings of foreign language skills. Journal of Psychopharmacology, 32(1), 116-122.

Ríos, M. (2012). El vino como «quitapenas» en la obra de Omar Khayyam. Revista Electrónica de Psicología Social Poiesis, 12(24), 1-29. DOI 10.21501/16920945.528

Saggers, S y Gray, D. (1998). Dealing with Alcohol: Indigenous Usage in Australia, New Zealand and Canada. Cambridge University Press.

Saignes, T. (1993). Borrachera y memoria: La experiencia de lo sagrado en los Andes. Institute d’Etudes Andines e Hisbol.

Simmat, B. y Casanave, D. (2019). La increíble historia del vino: De la prehistoria a nuestros días, 10.000 años de aventura. Norma.

Simmel, G. (1986). El individuo y la sociedad. Península.

Teognis (2010). Elegías. Cátedra

Tylor, W. (1979). Drinking, Homicide, and Rebellion in Colonial Mexican Villages. Stanford University Press.

Submetido

2025-03-20

Publicado

2026-01-28

Edição

Secção

Dossier