Apresentação do dossiê "Mundos comuns"
DOI:
https://doi.org/10.35588/a97cxe66Palavras-chave:
dossiê, mundos comunsResumo
Apesar de sua heterogeneidade, todas as contribuições recebidas para esta publicação compartilham um fio condutor comum. O conceito de “mundos comuns” aqui implicou uma ampla reflexão sobre a crise do paradigma humanista, uma crise que, como veremos, é abordada a partir de diferentes perspectivas e metodologias. Os textos e imagens incluídos neste dossiê propõem novas formas de viver e coexistir na cultura contemporânea, reconhecendo a impossibilidade de arquivar uma história vasta e multifacetada e, inversamente, a impossibilidade de processar a globalização acelerada. No âmbito do que consideramos aqui ser essa “crise do paradigma humanista”, todos esses textos e imagens apresentam, em vez disso, novas alternativas de pensamento e experiência: a valorização da paisagem e da animalidade como dimensões constitutivas da vida e da humanidade (Francica, Keizman); a legitimação da memória como um tecido comunitário sensível que desloca a supremacia da História (Ceresa); e a materialidade que complementa o plano puramente discursivo da expressão (Donoso). a valorização da pesquisa artística com seu conhecimento sensível que desloca a ideia de verdade científica (García); a possibilidade de construir comunidades além das lógicas nacionais ou regionais (Urzúa; López e Nitschack); a mídia digital (Soto) e a resistência trans-idiomática (Troncoso) como alternativas para a descentralização e a quebra do paradigma nacional na arte, na literatura e na política.
Downloads
Downloads
Submetido
2017-12-27Publicado
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 Constanza Ceresa, Francisca García

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.








